Indicada a prêmios e após mais de 100 apresentações entre São Paulo e outras capitais, a comédia francesa dirigida por Elias Andreato fará poucas apresentações no Rio.
De 5 a 27 de novembro. Quintas e sextas às 20hs.
Teatro Axia Casa Grande.
Vicente e sua esposa, que esperam seu primeiro filho, são convidados pela irmã dele e o seu cunhado para um jantar. Quando o pai de primeira viagem revela o nome de seu filho, conflitos são levantados, levando a revelações que mudarão as relações entre todos. Uma comédia contundente.
Permeando uma história que discute a dificuldade de escuta em nossas relações mais íntimas, a comédia O Nome do Bebê, da dupla francesa Matthieu Delaporte e Alexandre de la Patellière, chega ao teatro Casa Grande no Rio de Janeiro no mês de novembro.
A direção é de Elias Andreato e o texto foi traduzido por Clara Carvalho, que buscou aproximá-lo ainda mais da realidade brasileira, valorizando ironias e sarcasmos. Montada em vários países e adaptada para o cinema em 2012, a versão brasileira tem o elenco formado por Bianca Bin, Cesar Baccan, Eduardo Pelizzari, Lilian Regina e Marcelo Ullmann.
Na peça, Vincente e Anna vão jantar na casa da irmã dele para comunicar a ela, ao cunhado e a um amigo de infância o nome escolhido para seu primeiro filho. O pai de primeira viagem faz uma brincadeira infeliz e diz que o bebê se chamará Adolfo; nome cuja sonoridade se assemelha ao maior ditador da História. A partir dessa situação absurda, as personagens dão início a uma discussão crescente, que evoca uma série de memórias e ressentimentos profundamente escondidos, revelando seus preconceitos e contradições.
“Nosso olhar, percorre a crueldade e o fascínio que essas relações, tão conhecidas do nosso cotidiano, nos remetem às lembranças pueris e medonhas que guardamos para sempre. É impossível não nos identificarmos com os personagens, e com a situação criada pelos autores de forma tão realista e explosiva”, comenta o diretor Elias Andreato.
A peça revela que, para chegarmos às relações verdadeiras em nossas vidas, precisamos estar desarmados para aceitar e ouvir. A falta de escuta, tão comum nos dias de hoje, é o primeiro passo para a não-aceitação dos outros. E, sem aceitação, não há solução de conflitos. Os personagens descobrem que a única maneira de se entenderem, inclusive nas relações de amizade, é se abrirem para o diferente e deixarem de lado suas aparentes incompatibilidades.
“Quando o teatro provoca e nos inquieta, propondo um jogo teatral absolutamente verdadeiro, é porque ele está vivo, podendo ser violento e muito divertido. O homem é o único animal que ri diante do inferno que são os outros. Humor não se explica, mas a crueldade sempre nos incomoda. A nossa comédia certamente deixará o espectador feliz, mas ele terá que rir de si mesmo”, acrescenta o diretor sobre a encenação.
A peça tem produção da Kavaná e da Baccan, dos mesmos produtores do espetáculo O Mercador de Veneza, que estará em cartaz no mesmo teatro Casa Grande aos sábados e domingos do mês de novembro.
Elenco:
Bianca Bin – Elizabete – Babú
Cesar Baccan – Pierre
Eduardo Pelizzari – Vicente
Lilian Regina – Anna
Marcelo Ullmann – Claude
Texto: Matthieu Delaporte e Alexandre de la Patellière.
Tradução: Clara Carvalho.
Direção: Elias Andreato.
Assistente de Direção e Stand In: Mariana Loureiro.
Desenho de luz: Wagner Pinto.
Figurino: Anne Cerutti.
Assistente de Figurino: Luiza Spolti.
Cenografia: Rebeca Oliveira.
Cenotécnico: Evas Carreteiro.
Operador de luz: Jorge Leal.
Operador de Som: Eder Sousa.
Fotos: Ronaldo Gutierrez e Karina Martins.
Programador Visual: Rafael Oliveira.
Assessoria de Imprensa: JSPontes.
Assistente de Produção: Rebeca Oliveira.
Produtor Executivo: Raquel Murano.
Diretores de Produção: Cesar Baccan e Marcelo Ullmann.
Técnica de Palco: Amanda Nolleto.
Produção: Baccan Produções e Kavaná Produções
Equipe Cenotécnica: Alexandre Zimbarde, Roberio Araujo Barbosa, Sergio Sasso e Sergio Murilo.
Assistente de Objetos: Mikaella Rodrigues.
Trilha Sonora: Elias Andreato.
Elias Andreato é um dos maiores nomes do teatro brasileiro, com uma trajetória de quase cinco décadas como diretor, ator, autor e roteirista. Com mais de 80 espetáculos dirigidos e mais de uma centena de montagens como ator, consolidou-se como uma das principais referências das artes cênicas no país, sendo reconhecido pela sensibilidade na direção de atores e pela excelência de suas encenações.
Entre seus trabalhos mais marcantes como diretor estão os premiados Visitando o Sr. Green, protagonizado originalmente por Paulo Autran e recentemente retomado com o próprio Andreato no papel-título; A Última Sessão de Freud, estrelado por Odilon Wagner, um dos maiores sucessos do teatro brasileiro dos últimos anos, em cartaz desde 2022 e com centenas de apresentações e turnês nacionais; Meu Deus!, com Irene Ravache; O Marinheiro, de Fernando Pessoa; além de montagens protagonizadas por artistas como Maria Bethânia, Claudio Fontana, Rosamaria Murtinho e Nicette Bruno.
Ao longo da carreira, recebeu importantes distinções, entre elas os prêmios Shell, APCA, APETESP e IBEU, além de ter atuado no teatro, cinema e televisão e colaborado como roteirista de programas de grande sucesso, como Sai de Baixo. Seu trabalho também se estende à direção de shows de importantes artistas da música brasileira, reafirmando uma trajetória marcada pelo compromisso com a excelência artística e pela valorização da palavra, do ator e da emoção como essência do teatro.
Foto retirada do Instagram de Elias Andreato (@eliasandreato16)








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